Experiência de vida e mediação hermenêutica

As pessoas não sabem o que fazer com suas experiências de modo a que elas deem sentido a suas vidas. Elas simplesmente as vivem. Não somos seres que apenas vivem, somos intérpretes de nossas vivências, nós as explicamos, nós as aplicamos e as tornamos sabedoria, conhecimento e ciência. Contudo, sem a devida interpretação, elas são somente um amontoado de peças desencaixadas, sem significado e, pior, sem sentido e, assim, sem propósito.

Surpresa! O 666 não é 666!

Sobre o 666 há muito o que dizer, primeiro é que não existe como tal. O que a Bíblia diz não é “6-6-6” e sim “seiscentos e sessenta e seis”, o que é muito diferente. Não é um “triplo seis”, como seria “6-6-6” na aritmética moderna. O texto bíblico não tem esse efeito de repetição de uma mesma cifra três vezes seguidas. A ênfase não cai nos três dígitos lado a lado, mas sim na soma expressa pelas três palavras originais. Qualquer que seja a interpretação, o significado não pode estar nos três dígitos que se juntam, e sim na cifra como uma soma total.

Quando saber não é o bastante

Conhecemos bem esse texto paulino (1Co 8:1). Quantas vezes não o utilizamos para o despropósito de dizer que o conhecimento não vale de nada; que a razão atrapalha a fé; ou, pensando particularmente em nosso caso (num curso de teologia), que o sujeito se torna descrente se estuda demais. Mas será que é isso que Paulo está dizendo?